Clipping

Friquinique é uma das raras edições verdadeiramente de luxo, fora do padrão comum, dos quadrinhos nacionais independentes e também das grandes editoras.”
Porco / Pulapirata.com

“Pequeno e picante exercício oubapiano, o ponto de partida do projecto [Tension de la Passion] é um brevíssimo poema de Stêvz. A partir daí, esse texto é associado às mais díspares situações que partem desde um pressuposto “natural” – as relações amorosas de um casal – aos mais inesperados encontros de objectos. (…) Desta forma, é muito curioso que o texto, o qual se revestiria da função de “ancoramento”, segundo Barthes, perca a “dimensão repressiva” do semiólogo. Quer dizer, ele acaba por se revelar suficientemente aberto à interpretação – sempre provida de um grande humor, naturalmente – dos autores, que conseguem destrinçar nele desde confissões de uma intimidade emocional comovente (a relação de amor) à mais desbragada das sexualidades (a mão e o pénis), passando por estranhos enleios quase-mecânicos (duas células fundindo-se) ou relações desapaixonadas e biologicamente necessárias (uma orca comendo um pinguim).”
Pedro Moura / Ler BD

[Aparecida Blues] É uma história de amor totalmente desregulada (como as melhores histórias de amor são, combinemos) e magicamente sombria, desconcertante, sem fé em deuses mas com a presença do diabo (sem exagero). Os traços são simples e, quando querem, grotescos — anda na linha tênue que separa alguma animação de Tim Burton de uma HQ do Max —, o que tem o efeito dúbio de acentuar a gravidade das situações quase que inocentemente desenhadas em P&B. Mas Aparecida Blues é o tipo de obra difícil de se tipificar em alguns parágrafos (e, combinemos mais uma vez, essas são as melhores obras), (…)”
Alaor Rocha

Tension de La Passion é uma forma de inspirar, fazer rir e desbloquear criativamente. (…) Uma história apenas, já ganha o leitor, mas todas juntas, com estilos gráficos diferentes, narrativas diferentes, potencializam seu efeito. (…)”
Guilherme Sfredo

“É ótimo quando editoras e selos conseguem surpreender o seu público com materiais e formatos diferentes, mesmo assim mantendo uma impressão digital facilmente reconhecivel. A Beleléu (…) tem se tornado uma espécie de grife editorial independente e autônoma que chama pra si uma responsabilidade de experimentar formatos e leituras, sempre procurando por novos públicos e tentando entregar um material diferenciado (…). O melhor é que quase sempre eles acertam em cheio.”
Porco / Pulapirata.com

“(…) reunião de alguns dos melhores nomes dos quadrinhos brasileiros ilustrando suas divertidas versões alternativas de perversas criaturas, geralmente em seus momentos de lazer, sufoco ou privacidade, como todo ser vivo que tem que pagar suas contas. Para completar, cada uma das páginas é somada a uma frase/poeminha do Stêvz que acaba complementando e criando uma certa narrativa em junção com cada uma das ilustrações. (…) [Monstros] mantém uma coerente qualidade ao longo de suas 74 páginas, mesmo com artistas tão diferentes entre si.”
Porco / Pulapirata.com

“(…) [em Se a Vida Fosse Como a Internet,] entre traições virtuais, vício internético, nostalgia tecnológica, vírus de computador, tosquices que circulam pelas caixas de e-mail e temas correlatos, o cartunista atinge o alvo (a risada do leitor – seja ela uma cosquinha no cérebro ou uma boa gargalhada) na maioria das vezes. Destaque para a dantesca “Submundo dos arquivos excluídos”, na qual o protagonista parte para a lixeira do computador em busca de uma foto nua da ex-namorada.”
Pedro Brant / RaioLaser.net

“O melhor de Se a Vida Fosse Como a Internet é ler as histórias longas de Pablo Carranza (…) Quem já passava mal com suas tiras inspiradas, vai ver que o garoto prodígio tem fôlego de sobra para histórias grandes e narrativas mais elaboradas.”
Allan Sieber

“Em Se a Vida Fosse Como a Internet, Pablo Carranza trata tudo isso com um remédio infalível: humor escrachado. Praticamente nada escapa às suas piadas. YouTube, Facebook, Twitter, Google, webcams, códigos de verificação para postagem em blogs, anti-vírus, memes, emoticons, Orkut e até a falta de vírgulas nas frases escritas na web (…) Um dos melhores [livros] de humor publicados em 2012.”
Sidney Gusman / Universo HQ

“Novo livro de Pablo Carranza [, Se a Vida Fosse Como a Internet,] usa o humor para explicitar o quão surreais são estas interações virtuais.
É algo que diverte, mas faz pensar.”

Paulo Ramos

“[Em Se a Vida Fosse Como a Internet,] Carranza acha com facilidade o humor rápido e econômico em suas tirinhas, charges e gags curtas onde mostra seu sarcasmo ao transportar acontecimentos diários da vida on-line para a vida real das pessoas. Mas é nas histórias mais longas que se encontra seu verdadeiro diferencial como um bom e simpático guia, levando-nos até as entranhas do absurdo (geralmente alcoolizado).”
Porco / PulaPirata.com

“HQ non-sequitur, tira de jornal, diário, carta de amor, texto de jornal, álbum de fotografias. Tudo isso encaixado numa premissa simples, singela e admirável: um músico frustrado apaixonado por uma moça surda. [em Aparecida Blues,] Este aparente rebuscamento ganha frescor com a arte minimal, mas adorável, de Stêvz, e comprova o amadurecimento do texto de Biu.”
Ciro Monteiro / RaioLaser.net

“ [Aparecida Blues] É uma espécie de materialismo dialético em que por um lado temos um estilo gráfico simples na tradição caricatural e humorístico (típico dos trópicos brasileiros) e de outro uma série de experiências com a linguagem da bd e poesia visual – onde acaba uma e começa a outra? Um objecto-conteúdo curioso e um objecto-material com excelente apresentação (…)”
Marcos Farrajota / Chili Com Carne

” (…) Aparecida Blues também tem uma alma (e montagem) cinematográfica, como um filme de David Lynch protagonizado por um triste Grande Otelo com um trompete na mão.
Porco / PulaPirata.com

“ (…) Aparecida Blues é poesia visual e narrativa poética, com toques de humor e bebedeira (…) Mais um lançamento do pessoal da Beleléu, o álbum é contundente para quem deseja observar a consolidação de um estilo nacional de fazer quadrinhos: enredos líricos, quadros cinematográficos e intenções imagético-narrativas que oscilam entre o horror e o belo.”
Priscilla Santana / Rio Comicon

” (…) o prato principal, aqui, é o surrealismo mundano. (…) E quando a narrativa engrena, o absurdo toma conta total das historinhas e desventuras de cada página da Beleléu, muitas com uma certa carga cinematográfica que chega a dar clima e um movimento ilusório à ação nos quadros. (…)”
Henrique “Porco” Amud / PulaPirata.com

“O nonsense, a poesia e o humor estão muito bem dosados e distribuídos pelas várias histórias curtas e pelas páginas do pequeno livro, em formato quadrado. Beleléu tem uma consistência e unidade surpreendente (…)”
Claudio Martini / Terra Magazine

“O leque de assuntos é grande pra abanar a criatividade nas páginas da edição independente. E as temáticas mais abordadas são a solidão e a morte, como bem define o batismo da obra. Seja em quadrinhos silenciosos, seja em pequenas crônicas proseadas (Amor de supermercado é puro Verissimo!), Beleléu se sai muito bem no seu objetivo de refletir e, acima de tudo, divertir nas breves leituras. O que vale frisar também é o frescor de liberdade que sugere uma variedade criativa que não cai no lugar-comum de “ser-underground-sem-pé-nem-cabeça” de muitas coletâneas por aí.”
Audaci Junior / Universo HQ

“São muitos os elementos que fazem de Beleléu uma obra superior em matéria de quadrinhos. É uma revista-livro. Cada página sobreviveria emoldurada, ao mesmo tempo em que seu conjunto é incrivelmente homogêneo. Homogêneo, pois apesar dos traços distintos, distintivos de cada autor, não há ali nada que destoe do cuidado múltiplo de desenho, cor, estrutura, texto. Não há nada de graça, em Beleléu. (…) Toda a estrutura da revista parece pensada. (…) A gramática da revista, amparada em um jogo constante com a linguagem quadrinística, com muitas referências à literatura e à cultura ocidental, faz desse livro uma matéria universal.”
Maria Clara Carneiro